71% das mulheres dizem jテ。 ter sofrido assテゥdio, aponta pesquisa em 10 capitais brasileiras
O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belテゥm, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Sテ」o Paulo, Porto Alegre e Goiテ「nia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro テゥ de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belテゥm, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Sテ」o Paulo, Porto Alegre e Goiテ「nia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro テゥ de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
ツゥ Shutterstock
05/03/2026 19:36 窶ァ
hテ。 14 horas
por Folhapress
Brasil
ISABELA PALHARES
Sテグ PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sete a cada dez mulheres dizem jテ。 ter sofrido assテゥdio em algum momento da vida, aponta a Pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026. A maioria delas relata ter sido assediada na rua ou no transporte pテコblico.
ツA pesquisa foi feita pelo Instituto Cidades Sustentテ。veis e Ipsos-Ipec, com apoio do Sesc-SP e da Fundaテァテ」o Grupo Volkswagen.
O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belテゥm, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Sテ」o Paulo, Porto Alegre e Goiテ「nia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro テゥ de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, 71% das mulheres disseram jテ。 ter sofrido assテゥdio em algum momento da vida, 56% relataram que a agressテ」o ocorreu na rua ou em algum outro espaテァo pテコblico (como praテァa, parque ou praia) e 51% no transporte pテコblico.
Alテゥm disso, 38% disseram ter sido vテュtimas de assテゥdio no trabalho e 28%, dentro do ambiente familiar.
Ainda 33% disseram ter sido assediadas em bares e casas noturnas e 17% dentro de transporte particular, como tテ。xi ou carros por aplicativo.
Jennifer Caroline Luiz, supervisora da テ。rea de gestテ」o da Fundaテァテ」o Volkswagen, diz que o nテコmero de mulheres vテュtimas de assテゥdio pode ser ainda maior do que o captado pela pesquisa. "Existe a dor, a vergonha em admitir ter sido vテュtima dessa situaテァテ」o. Entテ」o, pode ser que o nテコmero seja maior, mas o formato da pesquisa, com entrevistas online, pode diminuir esse risco."
Ela destaca ainda que o grupo etテ。rio com maior incidテェncia de mulheres que relataram ter sofrido assテゥdio foi o de 45 a 59 anos.
"Se por um lado, mulheres mais jovens, da faixa de 16 a 24 anos, podem ter mais facilidade em reconhecer as situaテァテオes de assテゥdio e denunciテ。-las, por outro, as mulheres com mais idade vivem em um contexto em que o mais machismo テゥ mais presente e foi mais naturalizado. Por isso, podem ter sofrido mais com esse tipo de situaテァテ」o."
O levantamento tambテゥm questionou os entrevistados sobre medidas que consideram eficazes para combater a violテェncia domテゥstica e familiar. A medida mais citada por elas (59%) foi aumentar as penas para quem comete violテェncia contra mulher. Em seguida, 52% delas disseram que seria ampliar os serviテァos de proteテァテ」o a mulheres em situaテァテ」o de violテェncia em todas as regiテオes da cidade.
Para os homens, essas tambテゥm foram as duas medidas mais citadas, tendo sido respondidas por 48% e 45%, respectivamente.
A pesquisa incluiu ainda perguntas para entender a percepテァテ」o de igualdade de gテェnero entre os entrevistados e encontrou diferenテァas significativas entre homens e mulheres.
Para 51% deles, os afazeres domテゥsticos de suas casas sテ」o divididos igualmente entre homens e mulheres. Enquanto, apenas 29% das mulheres relataram que a divisテ」o テゥ igualitテ。ria.
Alテゥm disso, 28% dos entrevistados do sexo masculino disseram acreditar que os afazeres domテゥsticos sテ」o de responsabilidade de homens e mulheres, mas reconheceram que elas fazem a maior parte. Entre as mulheres, 43% afirmaram que fazem a maior parte.
"A sobrecarga feminina テゥ mais percebida pelas prテウprias mulheres. Hテ。 uma tendテェncia de alguns homens aumentarem a percepテァテ」o de que o trabalho domテゥstico テゥ uma responsabilidade compartilhada, mas eles acham que estテ。 sendo dividido igualmente, enquanto elas nテ」o percebem o mesmo. Isso traduz a desigualdade de gテェnero", diz Jennifer.
Leia Tambテゥm: Nova frente fria deve chegar com "forテァa acima do normal" no Sudeste
Partilhe a notテュcia



admin 









