Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz

Proposta apoiada pelos EUA prevê uso de força para garantir navegação, mas enfrenta resistência de potências como China e Rússia. Impasse ocorre em meio à escalada do conflito e ao impacto direto nos preços globais do petróleo

Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz

Proposta apoiada pelos EUA prevê uso de força para garantir navegação, mas enfrenta resistência de potências como China e Rússia. Impasse ocorre em meio à escalada do conflito e ao impacto direto nos preços globais do petróleo

© Lusa

03/04/2026 08:30 ‧ há 3 horas por Notícias ao Minuto

Mundo

Guerra Oriente Médio

O Conselho de Cooperação do Golfo pediu à ONU que autorize o uso da força para liberar o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.

 

“O Irã fechou o Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns transitem”, afirmou o secretário-geral do GCC, Jassem Al-Budaiwi, nesta quinta-feira, em Nova York.

“Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger as rotas marítimas e garantir a segurança da navegação internacional”, acrescentou.

A declaração ocorre enquanto o Conselho de Segurança debate uma resolução sobre a crise na região. A proposta, apresentada pelo Bahrein, prevê a autorização do uso da força para desobstruir o estreito, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que enfrenta resistência de outros membros.

Após diversas revisões, a versão mais recente do texto busca um consenso para convencer países como França, Rússia e China, que têm poder de veto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, demonstrou ceticismo em relação a uma intervenção militar. Já o embaixador chinês, Fu Cong, fez críticas diretas à proposta. “No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que levaria inevitavelmente a uma escalada ainda maior”, afirmou.

A Rússia, aliada de longa data de Teerã, também classificou o texto como tendencioso.

Durante reunião do Conselho de Segurança, o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, reforçou o objetivo da proposta. “O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança”, disse, expressando esperança de aprovação unânime.

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo. O bloqueio ocorreu após a escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã.

Em resposta, Teerã fechou a passagem marítima e passou a realizar ataques contra alvos israelenses e interesses americanos na região, incluindo bases e infraestruturas em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A crise já impacta diretamente a economia global, com alta nos preços do petróleo e de outras commodities.

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Notícias ao Minuto | 04:00 - 03/04/2026

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