Petróleo cai mais de 5% à espera de negociações entre EUA e Irã
Investidores acompanham discussões de memorando entre os dois países para acordo de paz. Novos ataques de Israel ao Líbano preocupam negociadores
Investidores acompanham discussões de memorando entre os dois países para acordo de paz. Novos ataques de Israel ao Líbano preocupam negociadores
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07/05/2026 15:11 ‧
há 16 horas
por Folhapress
Economia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O preço do petróleo voltou a cair nesta quinta-feira (7) e chegou a ser negociado a US$ 96,10, queda de 5,10% em relação ao fechamento do dia anterior, em meio à expectativa de uma resolução na guerra do Oriente Médio.
O barril Brent, referência mundial, começou o dia nos três dígitos e foi a US$ 102,53, às 21h de quarta-feira (6), na abertura da sessão. Porém, a partir daí, passou a desvalorizar e voltou a ficar abaixo de US$ 100 às 4h. Por volta das 13h30, o contrato de julho estava a US$ 100,11, perda de 1,12%.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 95,42, valorização de 0,29%, para o contrato de junho. Ele chegou a ser vendido a US$ 89,88.
Os investidores aguardam a negociação entre EUA e Irã, que estariam próximos de acordo, segundo mediadores do Paquistão ouvidos pela agência de notícias Reuters. O pacto visaria três pontos: o fim formal da guerra, o desbloqueio no estreito de Hormuz e o lançamento de uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo, de acordo com as pessoas ouvidas.
A expectativa de um tratado mais amplo é pouco provável e a intenção é retomar a navegação por Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, para evitar uma crise ainda maior no preço de energia. O preço do petróleo estava cotado a US$ 72 antes do conflito e subiu mais de 50% desde então.
TRUMP OTIMISTA, IRÃ CÉTICO
O presidente dos EUA, Donald Trump, que tem repetidamente falado que o acordo está próximo e depois ameaça atacar o Irã se não aceitarem as condições norte-americanas, afirmou que o acordo está próximo. "Eles querem fazer um acordo... é muito possível", afirmou nessa quarta-feira, acrescentando mais tarde que "isso acabará rapidamente".
O governo de Israel afirmou não ter tido conhecimento do memorando negociado entre EUA e Irã e retormou os ataques ao Líbano na quarta. Nesta quinta, o país anunciou que matou um comandante do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute, após um cessar-fogo que durou até o fim de abril.
O regime iraniano tratou a proposta negociada como "mais uma lista de desejos do que uma realidade", como descreveu Ebrahim Rezaei, porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento iraniano. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores disse que Teerã responderia no devido tempo.
BOLSAS SOBEM NA ÁSIA E CAEM NA EUROPA
Os mercados financeiros tiveram comportamentos diferentes com as últimas informações sobre o conflito no Irã. As principais Bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta, enquanto as da Ásia subiram.
O índice CSI300, que reúne as principais empresas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,48%, assim como o SSEC, em Xangai. A Bolsa de Tóquio disparou 5,58%, após três dias fechado, e o movimento foi seguido em Hong Kong (1,57%), Seul (1,43%) e Taiwan (1,93%).
O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou em queda de 1,1%, sendo refletida a mesma performance em Frankfurt (-0,99%), Londres (-1,55%), Paris (-1,17%), Madri (-0,29%) e Milão (-0,82%).
A venda maior de ações também ocorreu nos EUA, com os três índices caindo às 13h58: Nasdaq (-0,14%), Dow Jones (-0,56%) e S&P 500 (-0,33%).
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